O governo brasileiro manifestou esperança de ser poupado das novas tarifas comerciais prometidas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que devem ser anunciadas em breve. O ministro da Economia destacou que os EUA têm superávit comercial com o Brasil, tanto em bens quanto em serviços, o que tornaria retaliações injustificadas. Ele reforçou que o país sempre esteve aberto ao diálogo para fortalecer a cooperação bilateral, evitando medidas que prejudiquem as relações econômicas.
Enquanto isso, um relatório de um órgão ligado ao governo americano criticou as tarifas brasileiras em setores como etanol, bebidas alcoólicas e máquinas. Em resposta, o Senado brasileiro aprovou por unanimidade um projeto de lei que permite retaliações a medidas unilaterais que afetem as exportações do país. A proposta segue para análise da Câmara dos Deputados, mas autoridades destacaram que a prioridade continua sendo a negociação pacífica.
O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento e Comércio ressaltou que, apesar da importância de um marco legal para proteger os interesses nacionais, o caminho preferencial deve ser o diálogo. Ele reforçou que os EUA têm um superávit significativo com o Brasil, com tarifas médias baixas, e que o país não representa um problema comercial para os americanos. A expectativa é que a relação econômica entre as nações continue sendo tratada com cooperação e equilíbrio.