O dia 2 de abril, denominado pelo governo dos Estados Unidos como “Dia da Libertação”, marca a expectativa de anúncio de tarifas recíprocas sobre importações, com impacto global imediato. O Brasil, que registrou recorde nas exportações para os EUA em 2024 (US$ 40,3 bilhões), pode ser afetado pela medida, especialmente em setores como petróleo, aço e aeronaves. Apesar do volume histórico, o país mantém um déficit comercial com os americanos, o que a diplomacia brasileira argumenta ser um motivo para evitar novas taxações.
As relações comerciais entre os dois países estão em xeque após a publicação de um relatório dos EUA que acusa o Brasil de práticas protecionistas, como barreiras técnicas e incentivos a produtos nacionais. O documento estima um impacto de US$ 8 bilhões para os exportadores americanos, justificando possíveis retaliações. Enquanto isso, negociações no alto escalão, como uma conversa cancelada entre o chanceler brasileiro e o representante comercial dos EUA, indicam desencontros e frustrações bilaterais.
Os principais produtos exportados pelo Brasil aos EUA incluem petróleo bruto, semiacabados de aço e aeronaves, alguns já sobretaxados. Já as importações são lideradas por máquinas, combustíveis e gás natural. Com o comércio bilateral em alta, mas sob risco de medidas protecionistas, o cenário econômico entre os dois países permanece incerto, com potencial para afetar setores estratégicos de ambas as economias.