Um programa financiado pelo Banco Mundial no Parque Nacional de Ruaha, na Tanzânia, está sob escrutínio após denúncias de violações de direitos humanos contra comunidades pastoris. O projeto, que durou sete anos e visava impulsionar o turismo, teria sido marcado por ações violentas, incluindo despejos forçados, prisões arbitrárias e apreensão de gado. Autoridades locais e guardas florestais são apontados como responsáveis pelas supostas irregularidades.
As acusações incluem relatos de agressões sexuais, desaparecimentos forçados e até mortes, segundo representantes das comunidades afetadas. O Banco Mundial, em resposta, anunciou um novo programa de milhões de dólares para abordar as questões levantadas, embora não tenha se manifestado diretamente sobre a veracidade das denúncias. A situação expõe tensões entre a conservação ambiental e os direitos de populações tradicionais.
O caso destaca os desafios de projetos de desenvolvimento em áreas protegidas, onde interesses econômicos e ambientais podem entrar em conflito com os modos de vida locais. Enquanto as investigações seguem, as comunidades demandam reparações e maior participação nas decisões que afetam suas terras e recursos. A situação permanece em aberto, com expectativa por transparência e justiça.