A balança comercial brasileira registrou um superávit de US$ 8,15 bilhões em março, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Esse é o melhor resultado para o mês desde 2023, impulsionado por um aumento de 11% nas exportações, que totalizaram US$ 29,18 bilhões, enquanto as importações cresceram 8%, alcançando US$ 21,02 bilhões. O saldo positivo representa uma alta de 13,8% em comparação com o mesmo período de 2024.
As vendas externas para a China cresceram 10,9%, atingindo US$ 9,32 bilhões, enquanto as exportações para os Estados Unidos caíram 13,3%. Destaques do mês incluem o café não torrado, com alta de 92,7%, e a carne bovina, que subiu 40%. No entanto, produtos como minério de ferro e óleos brutos de petróleo tiveram quedas significativas. O resultado não foi impactado pelas recentes tarifas impostas pelos EUA, que afetaram mais severamente outros países, como China e União Europeia.
No acumulado do primeiro trimestre, o superávit comercial ficou em US$ 9,98 bilhões, uma queda de 46% em relação ao mesmo período de 2024. Para o ano de 2025, o governo projeta um superávit de US$ 70,2 bilhões, com exportações estimadas em US$ 353,1 bilhões e importações em US$ 282,9 bilhões. O cenário reflete um desempenho positivo, mas com desafios diante do contexto global de tensões comerciais.