A balança comercial brasileira apresentou um superávit de US$ 8,2 bilhões em março de 2025, um aumento de 13,8% em comparação com o mesmo mês do ano anterior, quando o saldo positivo foi de US$ 7,2 bilhões. Os dados, divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, mostram que as exportações atingiram US$ 29,2 bilhões, enquanto as importações somaram US$ 21 bilhões. O resultado reflete um cenário em que o país vendeu mais produtos ao exterior do que comprou, mesmo diante das novas tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre aço e alumínio, que afetaram as exportações brasileiras.
Por setores, as exportações da indústria de transformação cresceram 10,1%, atingindo US$ 15,3 bilhões, enquanto o agronegócio avançou 16%, com US$ 8,2 bilhões. Já a indústria extrativa recuou 15,3%, ficando em US$ 5,5 bilhões. Nas importações, destacaram-se os bens intermediários, que subiram 10,1%, totalizando US$ 12,8 bilhões, enquanto os combustíveis tiveram queda expressiva de 26,9%, chegando a US$ 2 bilhões.
No acumulado do primeiro trimestre de 2025, o saldo comercial ficou em US$ 10 bilhões, uma redução de 46% em relação ao mesmo período de 2024. As exportações somaram US$ 77,3 bilhões, e as importações, US$ 67,3 bilhões. O desempenho reflete os desafios enfrentados pelo comércio exterior brasileiro, influenciado por fatores externos e oscilações setoriais.