Uma assistente de creche na França foi condenada a 25 anos de prisão após intoxicar um bebê de 11 meses com um produto corrosivo em 2022. O caso, que chocou o país, levantou debates sobre a segurança e a qualificação de profissionais em creches particulares. Durante o julgamento, a acusação argumentou que o ato foi intencional, enquanto a defesa alegou um surto impulsivo devido à sobrecarga no trabalho.
As investigações revelaram que a ré tentou inicialmente ocultar o crime, mudando sua versão dos fatos antes de admitir que forçou a criança a ingerir o líquido tóxico. Um laudo psiquiátrico apontou que ela tinha deficiência intelectual leve a moderada e histórico de dificuldades de aprendizado, mas isso não impediu sua contratação pela instituição. O bebê foi encontrado vomitando por outras mães e não resistiu às queimaduras internas.
O caso gerou comoção nacional e motivou investigações sobre a regulamentação de creches privadas na França. Autoridades discutiram a necessidade de maior fiscalização e critérios rigorosos para evitar tragédias similares. O julgamento destacou falhas no sistema e a importância de garantir a segurança das crianças em ambientes educacionais.