O presidente argentino reafirmou, em discurso nesta quarta-feira (2), o objetivo de transformar o país em uma potência capaz de atrair os habitantes das Ilhas Malvinas por vontade própria, sem necessidade de conflito ou persuasão. Durante cerimônia em Buenos Aires, ele destacou que a soberania do arquipélago, ocupado pelo Reino Unido em 1833, é uma questão de integridade territorial, conforme reconhecido por resoluções da ONU. A disputa, que já dura quase 200 anos, incluiu uma guerra em 1982, com saldo de centenas de mortos, mas segue sem solução.
Apesar da posição britânica, que defende o direito à autodeterminação dos moradores das Falkland Islands, o governo argentino insiste que o princípio não se aplica devido à histórica ocupação forçada do território. O discurso mencionou a importância de políticas que incentivem os malvinenses a “votar com os pés”, optando naturalmente pela Argentina. Críticas foram dirigidas a gestões anteriores, acusadas de enfraquecer a reclamação soberana por meio de decisões econômicas e diplomáticas controversas.
O evento contou com a presença de autoridades, militares e veteranos da guerra, reforçando o tom nacionalista da mensagem. Enquanto o Reino Unido rejeita qualquer pretensão argentina, a questão permanece como um dos temas mais sensíveis na política externa do país. O discurso também revisitou polêmicas passadas, incluindo declarações controversas sobre figuras históricas envolvidas no conflito, sem, no entanto, aprofundar críticas pessoais.