O presidente da Argentina publicamente apoiou a decisão dos Estados Unidos de impor uma tarifa universal de 10% sobre importações, incluindo produtos argentinos. Em uma publicação nas redes sociais, ele compartilhou uma música do Queen com a legenda “Friends will be friends… TMAP”, sugerindo que a medida está alinhada com seus planos. A tarifa, que também afeta outros países da região, como Brasil e Chile, foi interpretada por aliados do governo como um passo positivo, comparando-a a um tratado de livre comércio.
A medida ocorre pouco antes de uma viagem aos Estados Unidos, onde o líder argentino se encontrará com o ex-presidente norte-americano em um evento em Mar-a-Lago. A expectativa é que essa aproximação facilite negociações com o Fundo Monetário Internacional (FMI), já que o país busca um novo crédito de US$ 20 bilhões. A diretora-gerente do FMI considerou “razoável” o valor inicial solicitado, o que pode indicar um cenário favorável para o acordo.
Atualmente, os Estados Unidos são o segundo maior destino das exportações argentinas, respondendo por 8,1% do total em 2024, atrás apenas do Brasil. A tarifa, apesar de afetar as vendas externas, foi recebida com otimismo por parte do governo, que a enxerga como uma oportunidade para fortalecer laços comerciais e estratégicos com os EUA. Enquanto isso, grandes economias como China e União Europeia enfrentam tarifas mais altas, chegando a 34%.