A Apple tornou-se alvo direto das novas tarifas comerciais, sofrendo sua pior queda nas ações em cinco anos. As taxas, que chegam a 54% para produtos chineses, ameaçam desestabilizar a cadeia de suprimentos da empresa, ainda centrada na China. Outros países onde a Apple fabrica dispositivos, como Índia, Vietnã e Malásia, também foram impactados por tarifas que variam de 24% a 46%, dificultando os esforços da companhia para diversificar sua produção.
O anúncio das tarifas provocou uma queda de 9,2% nas ações da Apple em um único dia, eliminando cerca de US$ 311 bilhões em valor de mercado. Investidores estão preocupados com o impacto nos resultados financeiros da empresa, especialmente porque ela depende fortemente de fornecedores asiáticos. Outras empresas de tecnologia, como Dell e Logitech, também registraram quedas significativas, refletindo a vulnerabilidade do setor a mudanças nas políticas comerciais.
Apesar de tentativas anteriores de isolar a Apple das guerras comerciais, as novas tarifas pressionam suas margens e podem forçar ajustes de preços em um momento de instabilidade no consumo. A empresa prometeu investir US$ 500 bilhões nos EUA nos próximos anos, mas sua produção doméstica ainda é limitada, com a maioria dos produtos fabricados no exterior. Analistas destacam que a Apple pode evitar repassar os custos aos consumidores, mas isso dependerá da evolução do cenário econômico.