O governo brasileiro demonstrou preocupação com o anúncio do presidente americano sobre a implementação de tarifas recíprocas a países que cobram impostos sobre produtos dos Estados Unidos. O Brasil foi citado como exemplo, especialmente em relação à disparidade nas taxas de importação de etanol. Ministros como Fernando Haddad, da Fazenda, e Simone Tebet, do Planejamento, destacaram os possíveis impactos nas relações comerciais e na inflação global, embora Tebet tenha projetado uma queda nos preços dos alimentos no Brasil nos próximos 60 dias.
O anúncio de Trump, previsto para esta quarta-feira (2), pode afetar diretamente as exportações brasileiras, apesar de a balança comercial ser favorável aos EUA. Haddad expressou estranheza diante de possíveis retaliações, ressaltando que o Brasil mantém diálogo constante com os americanos para fortalecer a cooperação. Enquanto isso, o Senado aprovou um projeto que autoriza o governo a retaliar países que imponham barreiras comerciais ao Brasil, mostrando uma resposta coordenada do Legislativo e do Executivo.
As medidas americanas ainda não estão totalmente claras, mas a menção ao etanol brasileiro indica um foco em setores específicos. O governo brasileiro monitora a situação, buscando equilibrar a defesa de seus interesses comerciais com a manutenção de relações diplomáticas estáveis. O cenário global de incertezas econômicas e tensionamentos comerciais coloca desafios adicionais para as políticas econômicas do país.