Uma das principais instituições financeiras de Wall Street revisou suas estimativas de lucro para a Tesla, apontando uma reação negativa dos consumidores à imagem de seu CEO como um dos fatores centrais. As entregas de veículos no primeiro trimestre ficaram abaixo até das projeções mais pessimistas, marcando o menor volume trimestral desde 2022. O analista responsável pelo relatório destacou que o desempenho reflete um “dano de marca sem precedentes”, agravado pela associação do executivo a temas polêmicos e políticos.
Além dos desafios operacionais, como ajustes nas linhas de produção para o novo Model Y, a empresa enfrenta um crescente desgaste em sua reputação. O JPMorgan reduziu sua projeção de lucro por ação para US$ 0,36 no trimestre, abaixo da média de mercado de US$ 0,46. Para o ano, a expectativa do banco é de US$ 2,30 por ação, também inferior à média dos analistas, que já recuou 17% desde o último balanço da Tesla.
O relatório reforça preocupações sobre o impacto da percepção pública nos resultados da montadora, embora outros fatores, como a concorrência acirrada no setor de veículos elétricos, também influenciem o cenário. A queda nas estimativas reflete incertezas sobre a capacidade da Tesla em recuperar a confiança dos consumidores e manter seu crescimento em um mercado cada vez mais desafiador.