Um em cada três servidores da Secretaria Municipal de Saúde de Ribeirão Preto (SP) solicitou afastamento por motivos de saúde nos dois primeiros meses de 2024, totalizando 33% dos funcionários. Em média, cada pedido resultou em sete dias de licença, com mais de 1,7 mil atestados médicos apresentados. Especialistas consideram o índice alarmante, especialmente quando comparado a instituições como o Hospital das Clínicas da região, onde a taxa não ultrapassa 6%. A Prefeitura afirmou que está estudando as causas do problema, mas ainda não há uma explicação definitiva para o aumento.
O absenteísmo impacta diretamente o atendimento à população, causando reagendamentos e sobrecarga no sistema. Pacientes reclamam de longas esperas e da falta de alternativas quando profissionais faltam. O secretário municipal de Administração destacou que a situação gera um “represamento” de atendimentos, prejudicando tanto os serviços imediatos quanto os futuros. Além disso, práticas como trocas de plantão e uso excessivo de celulares por parte de médicos já eram alvo de críticas antes do problema dos afastamentos.
Especialistas defendem a necessidade de medidas para reduzir as faltas, incluindo maior compromisso dos servidores e melhor avaliação dos pedidos de licença. O ex-secretário municipal de Saúde e professor da USP ressaltou que muitas queixas são subjetivas, como dores na coluna, dificultando a confirmação da necessidade real do afastamento. Enquanto isso, a Prefeitura busca soluções para equilibrar o amparo aos funcionários e a garantia de um serviço público eficiente.