Representantes do agronegócio, ligados à Abimaq, solicitaram ao governo federal um aumento de 70% nos recursos do Programa Moderfrota para o Plano Safra 2025/2026, elevando o valor para R$ 21 bilhões. O pedido, feito em reunião com o Ministério da Agricultura, inclui também R$ 7 bilhões para o Pronaf. No entanto, as expectativas são baixas devido às altas taxas de juros e às limitações orçamentárias do governo, que dificultam a compensação desses custos para os produtores rurais.
A taxa Selic, atualmente em 14,25% ao ano, encarece significativamente o crédito para aquisição de máquinas agrícolas, tanto nas linhas oficiais quanto nos bancos privados, onde os juros podem chegar a 20%. Enquanto o Plano Safra 2024/2025 ofereceu taxas entre 7% e 12%, a atual conjuntura econômica limita o acesso a financiamentos, levando os produtores a buscar alternativas como vendas à vista ou consórcios.
Apesar do cenário desafiador, o setor projeta um crescimento de 8,2% nas vendas de máquinas agrícolas em 2025, totalizando R$ 65 bilhões. Fatores como o aumento do valor bruto da produção agropecuária e condições climáticas favoráveis para culturas como soja e milho podem contribuir para esse desempenho. No entanto, a alta dos juros continua sendo o principal obstáculo para um mercado que já operou em patamares mais elevados, como em 2022, quando atingiu R$ 91 bilhões em vendas.