A China anunciou tarifas adicionais de 34% sobre produtos agrícolas dos EUA, intensificando a guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo. As medidas, que se somam a taxas anteriores de 10% a 15%, ameaçam reduzir drasticamente um comércio bilateral que movimentou US$ 29,25 bilhões em 2024, queda de 14% em relação ao ano anterior. A China tem diversificado suas importações, aumentando compras de países como o Brasil e fortalecendo a produção doméstica, reduzindo sua dependência dos produtos americanos.
Setores como soja, milho e carnes foram especialmente impactados. A participação dos EUA no mercado chinês de soja caiu de 40% em 2016 para 21% em 2024, enquanto as exportações de milho despencaram para US$ 561 milhões no último ano. Produtos como algodão e sorgo também enfrentam concorrência de outros fornecedores, como Austrália e Argentina. Apesar disso, a China segue sendo o maior mercado para os agricultores americanos, que consideram o país “insubstituível”.
A escalada tarifária aumenta os temores de uma recessão global e já provocou volatilidade nos mercados financeiros. Enquanto a China usa suas importações agrícolas como arma na disputa comercial, os EUA buscam alternativas para manter sua presença no mercado chinês. A situação expõe a fragilidade das relações econômicas entre as duas potências e os desafios para reequilibrar o comércio global.