Val Kilmer, ator conhecido por sua intensidade e versatilidade em papéis icônicos como Iceman em “Top Gun” e Jim Morrison em “The Doors”, faleceu aos 65 anos em Los Angeles. Diagnosticado com câncer de garganta em 2014, ele superou a doença, mas sucumbiu a uma pneumonia. Kilmer, o mais jovem aluno aceito na Juilliard School em sua época, construiu uma carreira marcada por altos e baixos, desde comédias como “Real Genius” até dramas como “Tombstone” e “Heat”. Sua dedicação extrema aos personagens, muitas vezes mergulhando profundamente em seus papéis, rendeu-lhe tanto admiração quanto críticas por ser “difícil” de trabalhar, algo que ele atribuía à busca pela arte acima do comércio.
Entre seus trabalhos mais memoráveis estão “Batman Forever”, no qual interpretou o Homem-Morcego, e “The Island of Dr. Moreau”, produção conturbada que se tornou notória pelos conflitos nos bastidores. Kilmer também se destacou no teatro, em projetos independentes e em seu monólogo “Citizen Twain”, onde interpretou Mark Twain. Fora das telas, era poeta, artista visual e um cristão cientista dedicado. Sua vida pessoal foi marcada pela perda do irmão mais novo, Wesley, tragédia que o influenciou profundamente.
Kilmer deixa dois filhos, Mercedes e Jack, e um legado de performances marcantes. Em suas próprias palavras, não tinha arrependimentos: “Testemunhei e vivi milagres”. Sua carreira, repleta de momentos brilhantes e desafios, solidificou seu lugar como uma figura única em Hollywood, lembrada tanto por seu talento quanto por sua paixão inquebrantável pela arte.