Um casal de influenciadores digitais aceitou um Acordo de Não Persecução Penal (ANPP) com o Ministério Público do Rio Grande do Sul, evitando assim um processo criminal. Eles foram investigados por promover rifas ilegais nas redes sociais, com prêmios como imóveis, veículos e dinheiro. A polícia identificou indícios de contravenção de jogo de azar e lavagem de dinheiro, mas algumas acusações, como associação criminosa e fraude, foram arquivadas por falta de aprofundamento no inquérito.
Durante as investigações, descobriu-se que os valores movimentados chegavam a milhões de reais, misturados a recursos de empresas ligadas aos envolvidos. O casal chegou a ser preso, mas foi liberado após depoimentos e pagamento de fiança. O MP-RS afirmou que continua apurando o caso, com um prazo de 90 dias para formalizar o acordo.
O promotor responsável pelo caso destacou que os termos do ANPP ainda estão sendo negociados, com audiências marcadas para definir os detalhes. O acordo encerra a persecução penal, mas o caso serviu como alerta para os riscos de esquemas ilegais promovidos por meio de redes sociais.