As ações da Apple registraram queda de até 5,6% no após-mercado após o anúncio de novas tarifas que afetam seus centros de produção no exterior. As medidas, que incluem taxas de 34% para a China, 46% para o Vietnã e 26% para a Índia, surpreenderam investidores e aumentaram preocupações sobre o impacto nos lucros da empresa. A diversificação da produção, que já estava em andamento, agora enfrenta desafios com as tarifas atingindo justamente os novos locais escolhidos pela fabricante do iPhone.
A queda nas ações reflete a vulnerabilidade da Apple às mudanças nas políticas comerciais. Após fechar a US$ 223,89 no pregão regular, as ações atingiram um mínimo de US$ 211,32 no após-mercado, somando-se a uma queda acumulada de 11% no ano. O anúncio das tarifas, feito durante um evento na Casa Branca, gerou reações imediatas no mercado, evidenciando a sensibilidade dos investidores a interferências nas cadeias de suprimentos globais.
O cenário coloca a Apple em uma posição delicada, já que a empresa depende fortemente de uma rede de produção internacional. Embora tenha buscado reduzir sua exposição à China, as novas tarifas abrangem justamente os países para os quais a companhia estava migrando. A situação pode pressionar ainda mais os resultados financeiros da gigante de tecnologia, que já enfrentava desafios em um ano marcado por volatilidade no mercado.