A popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem registrado queda, impulsionada principalmente pela inflação dos alimentos e pela percepção de piora no poder de compra dos brasileiros. Segundo pesquisa Genial/Quaest, 56% dos entrevistados avaliam que a economia piorou no último ano, enquanto a desaprovação ao governo chegou a 56%. Para conter o avanço da insatisfação, o governo adotou medidas como a redução a zero de impostos sobre a importação de itens básicos, a liberação do FGTS consignado e a proposta de isenção do Imposto de Renda para rendas de até R$ 5 mil.
Especialistas destacam que os efeitos dessas ações não serão imediatos e dependem da percepção da população, especialmente em relação aos preços dos alimentos. O cientista político Rodrigo Prando avalia que o governo enfrenta seu momento mais delicado entre os três mandatos, sem uma marca consolidada como em gestões anteriores, como a redução da pobreza extrema. Além disso, a oposição tem se mostrado mais agressiva, com uso de estratégias que ampliam a desinformação, colocando o governo em posição frágil.
A queda na aprovação se estendeu até mesmo entre grupos tradicionalmente aliados, como mulheres e nordestinos, refletindo o impacto da economia no cotidiano. Com a proximidade do ano eleitoral de 2026, o governo busca consolidar uma imagem positiva e entregar resultados tangíveis, mas o cenário político permanece desafiador, influenciado também por eventos externos, como os julgamentos de figuras da oposição. A capacidade de reverter esse quadro dependerá da eficácia das medidas econômicas e da comunicação com a população.