Em Londres, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, reuniu-se com o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, que reafirmou o apoio contínuo à Ucrânia. Zelensky, que havia discutido com o ex-presidente dos EUA, Donald Trump, na sexta-feira (31), afirmou estar disposto a assinar um acordo com os Estados Unidos, mas exigiu garantias de segurança contra possíveis novos ataques da Rússia. A discussão entre os dois líderes americanos ocorreu em um clima de tensão, com Trump acusando Zelensky de não valorizar o apoio dos EUA e afirmando que ele não tinha autoridade para ditar os efeitos da guerra.
Zelensky utilizou as redes sociais para tentar acalmar os ânimos, agradecendo o apoio dos Estados Unidos e destacando a importância do compromisso contínuo. Ao mesmo tempo, em Londres, o presidente ucraniano foi recebido com apoio de líderes europeus, como o presidente francês Emmanuel Macron, que rebateu as declarações de Trump sobre os riscos de uma terceira guerra mundial. A ministra do Exterior da Alemanha também criticou as declarações de Trump, reforçando a necessidade de defender a ordem internacional.
Durante sua visita ao Reino Unido, Zelensky recebeu apoio adicional, com o rei Charles realizando uma audiência e o governo britânico anunciando um pacote de ajuda de 2,8 bilhões de dólares. Zelensky também foi orientado pelo secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, a encontrar uma maneira de restaurar as relações com os Estados Unidos. A Rússia, por sua vez, criticou a visita de Zelensky a Washington, considerando-a um fracasso diplomático.