O Relatório Mundial da Felicidade de 2025 aponta uma queda significativa no bem-estar entre jovens adultos na Europa Ocidental e na América do Norte, grupos que antes eram considerados os mais felizes. Fatores como crise econômica, polarização política, solidão e desemprego estão entre as principais causas dessa insatisfação. Nos Estados Unidos, por exemplo, os jovens não figurariam entre os 60 países mais felizes se avaliados separadamente, refletindo um cenário de crescente ansiedade e isolamento social.
Enquanto isso, países como Finlândia, líder no ranking pelo oitavo ano consecutivo, destacam-se pela confiança social e redes de apoio governamental, contrastando com a realidade de nações onde a insegurança financeira e a falta de conexão comunitária pesam mais. Na América Latina, embora haja maior convívio familiar, apenas Costa Rica e México aparecem no top 20, mostrando que a felicidade depende de uma combinação de fatores, incluindo redistribuição de riqueza e sustentabilidade.
O estudo sugere que a infelicidade tem impactos diretos na política e na economia, aumentando a polarização e reduzindo a produtividade. Especialistas defendem que políticas públicas priorizem o bem-estar, inspirando-se em modelos como os dos países escandinavos, onde a estabilidade social e a confiança nas instituições são pilares fundamentais. Para muitos jovens, no entanto, a felicidade permanece um desafio diante de um mundo em constante crise.