Mais de 50 anos após o famoso “bed-in” de 1969, em que John Lennon e Yoko Ono protestaram contra a guerra, a artista finalmente recebe o reconhecimento que merece. A biografia “Yoko”, escrita por David Sheff e publicada recentemente, busca corrigir a narrativa sobre suas contribuições como uma artista conceitual de renome internacional. Exposições retrospectivas, como a realizada na Tate Modern de Londres, e o documentário “One To One: John And Yoko”, dirigido por Kevin Macdonald, reforçam essa reavaliação de seu legado.
Text: Por décadas, Yoko Ono foi injustamente responsabilizada pelo fim dos Beatles e por afastar John Lennon de sua carreira musical. Agora, aos 92 anos, ela vive um momento de reabilitação de sua reputação em escala global. Esse processo, lento mas consistente, destaca não apenas seu papel como musa, mas também sua influência como pioneira na arte conceitual e no ativismo pela paz.
Text: O caso de Yoko Ono serve como um exemplo de como figuras públicas, especialmente mulheres, muitas vezes carregam o peso de narrativas simplistas. Sua história ressalta a importância de revisitar o passado com um olhar mais crítico e justo. Espera-se que, no futuro, outras mulheres que se relacionam com artistas famosos não enfrentem os mesmos julgamentos precipitados.