O município de Xanxerê, em Santa Catarina, enfrentou um aumento nos casos de chikungunya, com 107 confirmações até o dia 17 de março, sendo todos autóctones. O surto da doença, que teve seu primeiro caso registrado em fevereiro, já resultou em duas mortes. A segunda vítima, uma mulher de 85 anos, faleceu após complicações da doença, sendo internada na UTI desde o início de março. A vigilância epidemiológica local reforça a importância de medidas preventivas, como a eliminação de focos de água parada e o uso de repelentes.
A chikungunya é uma doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, o mesmo vetor da dengue. A infecção pode apresentar sintomas como febre, dores articulares intensas, manchas vermelhas pelo corpo e problemas no trato gastrointestinal, principalmente em crianças. Em casos mais graves, a doença pode evoluir para complicações neurológicas, como encefalite e síndrome de Guillain-Barré, e até levar à morte. A doença segue uma evolução de três fases: aguda, pós-aguda e crônica, com a artralgia (dor nas articulações) podendo persistir por anos.
Desde sua introdução no Brasil em 2014, a chikungunya tem se espalhado por todo o país, com uma dispersão territorial significativa em 2023, especialmente nos estados da Região Sudeste. A prevenção, com foco na eliminação dos criadouros do mosquito transmissor e no monitoramento de sintomas, continua sendo a principal estratégia para conter a propagação do vírus e reduzir os casos graves.