O governo dos Estados Unidos, por meio da Casa Branca, está promovendo um esforço para reduzir o tamanho do governo federal, o que pode resultar em cortes significativos no número de funcionários. Uma das agências mais afetadas por essa iniciativa seria a Agência de Proteção Ambiental (EPA), que planeja extinguir seu escritório de pesquisa científica. Essa mudança pode impactar diretamente o trabalho de cerca de 1.155 cientistas, incluindo químicos, biólogos e toxicologistas, que são responsáveis por fornecer a base científica necessária para a criação de normas que protejam a saúde humana e os ecossistemas dos poluentes ambientais.
De acordo com documentos analisados por assessores democratas na comissão da Câmara de Ciências, Espaço e Tecnologia, até 75% da equipe do programa de pesquisa da EPA, composta por profissionais especializados, pode ser demitida. Esse movimento levanta preocupações sobre as possíveis consequências para a qualidade da regulamentação ambiental e para o monitoramento de problemas de saúde pública relacionados ao meio ambiente. Especialistas alertam para o risco de enfraquecer as políticas de proteção ambiental do país, caso a agência perca uma parte significativa de sua capacidade técnica.
O impacto dessa reestruturação não está limitado apenas à EPA, mas reflete uma tendência mais ampla de redução de pessoal e orçamento nas agências governamentais dos Estados Unidos, visando uma administração mais enxuta e com menos gastos. Contudo, esse tipo de reforma tem gerado discussões acaloradas sobre a eficiência e a necessidade de manter profissionais especializados em áreas cruciais, como a proteção ambiental e a saúde pública, especialmente em um momento em que os desafios climáticos e ecológicos se tornam cada vez mais urgentes.