Em um orfanato rural onde atuou como voluntário, o autor descreve um ambiente que lembra os antigos asilos de trabalho da era vitoriana, marcado por condições precárias. Os funcionários do local recorriam principalmente a antipsicóticos e violência para controlar as crianças, revelando uma realidade chocante e desumana. A experiência serviu como um retrato sombrio do tratamento dado a menores em situação de vulnerabilidade na Rússia contemporânea.
O relato oferece um vislumbre das falhas estruturais em instituições que deveriam proteger os mais jovens, mas que, na prática, perpetuam ciclos de abuso e negligência. A falta de supervisão e a cultura de repressão são apontadas como fatores centrais para a perpetuação dessas condições. O autor não nomeia indivíduos, mas destaca um sistema que falha em cumprir seu papel básico de cuidado e dignidade.
A narrativa, embora pessoal, levanta questões mais amplas sobre políticas sociais e a efetividade de mecanismos de fiscalização em países com governos autoritários. A ausência de transparência e accountability nessas instituições sugere um problema sistêmico, que vai além de casos isolados. O texto serve como um alerta sobre a urgência de reformas e maior atenção internacional a essas realidades muitas vezes invisíveis.