Sete meses após a queda de um avião da Voepass em Vinhedo (SP), que deixou 62 mortos, a viúva do copiloto tenta finalizar o túmulo do marido, enfrentando desafios financeiros e emocionais. Rosana Maria Ferreira, que se mudou para reduzir custos, solicitou à empresa aérea o custeio das despesas do jazigo, mas o pedido foi negado. A companhia afirmou estar cumprindo suas obrigações legais, incluindo apoio psicológico às famílias das vítimas.
A tragédia, a maior da aviação brasileira em 17 anos, expôs relatos de condições precárias nas aeronaves, conforme mensagens recuperadas do celular do copiloto. A Voepass teve suas operações suspensas pela Anac devido a irregularidades de segurança. Enquanto isso, Rosana e o filho lidam com o luto e a adaptação a uma nova vida, mantendo terapias e contando com pensões e seguros para sobreviver.
O túmulo, localizado em Iporanga (SP), ainda está incompleto, com a família arcando com os custos. Rosana espera que a empresa reveja a decisão, destacando a dedicação do marido à companhia. Enquanto aguarda indenizações e conclusões das investigações, ela busca reconstruir a vida, enfatizando a importância da fé e do apoio familiar para superar a perda.