Desde o dia 6 de março, forças de segurança sírias e grupos ligados ao regime anterior de Bashar al Assad estão em confronto no Noroeste da Síria. A violência tem gerado sérias acusações de limpeza étnica contra as comunidades alauitas, especialmente em cidades como Tartus e Latakia, regiões com forte presença dessa minoria. Um porta-voz da Associação de Alauitas da Europa afirmou que a perseguição está sendo realizada por grupos radicais sunitas, que tomaram o poder no final de 2024. Ele alertou para a destruição de templos e símbolos culturais, além da morte de centenas de civis alauitas, que são muito mais do que os números oficiais indicam.
Organizações internacionais, como o Observatório Sírio de Direitos Humanos, relatam que mais de mil pessoas morreram durante os confrontos, incluindo uma grande maioria de civis da comunidade alauita. O governo sírio, por sua vez, nega as acusações e alega que a operação no Noroeste foi uma resposta a ataques de grupos armados. Em resposta ao agravamento da situação, os Estados Unidos e a Rússia pediram uma reunião urgente do Conselho de Segurança da ONU para discutir a escalada da violência e buscar uma solução para proteger as minorias no país.
No domingo, 9 de março, uma série de protestos ocorreu em Damasco, com manifestantes exigindo o fim da violência e clamando por uma Síria construída sobre a convivência pacífica entre seus diversos grupos. As organizações de direitos humanos e os governos internacionais pressionam para que as autoridades sírias ajam para impedir os massacres e iniciem investigações sobre as responsabilidades pelas mortes.