A violência na Síria intensificou-se desde quinta-feira (6), resultando na morte de mais de 1.200 civis, principalmente da minoria alauíta, segundo o Observatório dos Direitos Humanos da Síria. Grupos armados alinhados ao governo são apontados como os principais responsáveis pela onda de ataques, que inclui a destruição de casas e lojas, afetando gravemente a vida da população local. A situação tem sido descrita por alguns como uma forma de limpeza étnica, especialmente após a tomada de poder por radicais sunitas em dezembro de 2024, após a queda do governo anterior.
A União Europeia e os Estados Unidos manifestaram preocupações sobre a crescente violência e a segurança das minorias no país. A UE condenou os ataques aos civis e expressou alarmismo, especialmente após o assassinato de membros da minoria alauíta. Em resposta, a União Europeia anunciou que continuará monitorando a situação e reafirmou seu compromisso em cobrar a proteção dos direitos humanos na região. Os Estados Unidos também se disseram atentos às ações do novo governo sírio e prometeram acompanhar as medidas que serão tomadas pelo presidente interino do país.
O cenário na Síria continua a ser devastador para a população civil, com milhares de pessoas perdendo suas casas e meios de subsistência. A situação econômica do país também foi severamente afetada, e a promessa de justiça por parte das autoridades locais gera um cenário de incertezas. A comunidade internacional segue pressionando pela suspensão da violência e pela garantia da segurança das minorias em meio ao caos político e militar que domina o país.