De acordo com o Observatório Sírio para os Direitos Humanos, mais de 340 pessoas, incluindo mulheres e crianças, foram mortas por forças de segurança do novo governo sírio, que assumiu o poder em dezembro de 2024. O ataque ocorreu principalmente nas províncias costeiras de Tartus e Latakia, regiões onde a minoria alauíta, tradicionalmente leal ao regime deposto de Bashar al-Assad, é significativa. Os relatos indicam que muitos civis foram vítimas de massacres enquanto as forças de segurança realizavam operações de busca na área.
Desde quinta-feira (6), o número de mortos ultrapassou 500, sendo que mais de 300 vítimas eram civis, conforme dados do Observatório. A Rede Síria para os Direitos Humanos também relatou cerca de 125 mortes entre civis, embora a veracidade desses números ainda não tenha sido confirmada. Esses eventos marcam os primeiros grandes incidentes de violência após a queda do regime de Assad, que ocorreu em dezembro de 2024. A violência se concentrou principalmente na região de Latakia, um reduto da minoria alauíta, à qual pertencem muitos dos apoiadores do antigo governo.
O novo regime sírio afirmou que restaurou a ordem no noroeste do país, classificando os ataques como parte de uma insurgência nascida após emboscadas atribuídas a combatentes ligados ao governo deposto. Essa série de confrontos é vista como uma resposta a tensões persistentes entre as diferentes facções, especialmente naquelas áreas onde a lealdade ao regime anterior ainda é forte. As forças de segurança continuam suas operações de busca para tentar estabilizar a situação nas regiões afetadas.