A cidade de Bukavu, localizada na província de Kivu do Sul, foi marcada por intensos confrontos e saques nos dias que antecederam a chegada dos rebeldes do grupo M23, no dia 14 de fevereiro. Os confrontos ocorreram durante a retirada caótica do exército congoleño e de seus aliados, o que gerou um grande número de feridos e causou um cenário de grande desordem nas ruas da cidade. Esse ambiente de violência afetou diretamente a população, que enfrentou momentos de insegurança e destruição.
As instalações hospitalares de Bukavu, já carentes de recursos e estrutura, foram rapidamente sobrecarregadas pelo fluxo massivo de pacientes. De acordo com relatos de vítimas, muitos dos feridos chegaram aos hospitais com lesões graves, resultado dos intensos tiroteios e da onda de saqueadores que tomaram a cidade antes da chegada dos rebeldes. A situação crítica gerou dificuldades para os profissionais de saúde, que tiveram que lidar com um número elevado de vítimas em um contexto de escassez de materiais e equipamentos médicos.
O impacto da violência na população local foi devastador, com civis e militares se envolvendo em confrontos antes que os rebeldes do M23 tomassem o controle da cidade. O evento destacou as fragilidades das infraestruturas de saúde e segurança, além de evidenciar a necessidade urgente de apoio e melhorias nas condições de vida na região, especialmente em contextos de crise prolongada. O episódio também chamou atenção para o alto custo humano de tais conflitos, que afetam diretamente a população civil em momentos de instabilidade.