O vice-presidente dos Estados Unidos, J.D. Vance, desembarcou na Groenlândia em uma visita marcada por controvérsias, enquanto os partidos locais se uniram para formar um novo governo em resposta às ameaças de anexação pelo país norte-americano. O novo primeiro-ministro groenlandês criticou a falta de respeito demonstrada pela visita, que se restringiu a uma base militar dos EUA, sem interações com autoridades ou moradores locais. Vance, por sua vez, afirmou que a Dinamarca não investiu adequadamente na segurança e no desenvolvimento da ilha, defendendo uma possível parceria com os Estados Unidos.
A Groenlândia, território autônomo dinamarquês, ganhou atenção estratégica devido à sua localização próxima ao Polo Norte e suas vastas reservas de minérios raros e petróleo. O derretimento do gelo no Ártico, causado pelas mudanças climáticas, pode facilitar a exploração desses recursos e a navegação por rotas comerciais e militares. A presença de países como Rússia e China na região aumentou a preocupação dos EUA, que mantêm uma base militar na ilha há 75 anos.
A visita, inicialmente planejada como um passeio cultural da segunda-dama, foi alterada devido à resistência das autoridades e da população groenlandesas. Em Washington, o ex-presidente reiterou a importância de controlar a Groenlândia para a “paz mundial”, citando a presença de navios russos e chineses no Ártico. A situação reforça as tensões geopolíticas em torno do território, enquanto os groenlandeses reafirmam sua autonomia e rejeitam as pretensões norte-americanas.