Aos poucos, as ações da Vale se recuperam da queda de 23% em 2024, maior desde 2016, com valorização de quase 6% neste ano. A empresa tem trabalhado para eliminar ruídos que afetavam a confiança do mercado, incluindo questões relacionadas a tragédias passadas e interferências governamentais. Analistas e executivos acreditam que o pior já ficou para trás, destacando avanços em competitividade, redução de custos e aumento de volumes. Um programa de recompra de ações, equivalente a 3% do capital, foi aprovado como sinal de confiança no potencial de valorização.
A companhia segue comprometida com as reparações das tragédias de Mariana e Brumadinho, que ainda exigirão desembolsos relevantes nos próximos anos, mas em valores gradualmente menores. O recente acordo com municípios afetados, no valor de R$ 170 bilhões, trouxe maior previsibilidade, embora alguns riscos permaneçam. Paralelamente, a Vale busca fortalecer sua reputação e relações com stakeholders, incluindo um alinhamento maior com o governo, com concordância em 90% dos temas discutidos.
No cenário global, a demanda por minério de ferro permanece estável, com a China desacelerando, mas outras regiões, como Índia e Sudeste Asiático, ajudando a equilibrar o mercado. A empresa mantém flexibilidade operacional para ajustar produção e vendas conforme as condições de preço e demanda. Com um portfólio de alta qualidade e conhecimento profundo do mercado brasileiro, a Vale encara com tranquilidade a possível chegada de concorrentes ao país, confiante em sua estratégia de longo prazo.