As quatro maiores empresas da B3, Petrobras, Vale, Weg e Ambev, divulgaram seus balanços do quarto trimestre de 2024 e, com exceção da Weg, todas apresentaram queda no lucro líquido, com destaque para a Petrobras, que registrou um recuo de 70,6% em relação ao ano anterior. Em 2025, a expectativa para o pagamento de dividendos varia, com destaque para Petrobras, que pode distribuir entre 12% e 15% de dividendos, enquanto Vale, Ambev e Weg têm estimativas mais modestas. Cada uma dessas empresas enfrenta desafios específicos, com a Petrobras beneficiada pelos altos preços do petróleo e a Vale dependente da demanda chinesa e do preço do minério de ferro.
A Vale, apesar de um lucro menor em 2024, deve manter um payout de cerca de 60%, com um dividend yield de 9%, e a Ambev, que viu uma leve queda em seus lucros, terá um payout estimado em 75%, com um dividend yield de 5,5%. No entanto, a Ambev pode enfrentar pressões devido ao aumento da concorrência e à perda de participação de mercado, o que pode afetar seus resultados financeiros e, consequentemente, o pagamento de dividendos. Já a Weg, com o menor dividend yield projetado entre as gigantes, terá um payout estimado em 50%, refletindo uma queda na demanda por aerogeradores, embora continue beneficiada pela exposição ao mercado externo.
Em uma simulação sobre o retorno dos dividendos, R$ 10 mil aplicados nas ações dessas empresas gerariam retornos variando entre R$ 180 e R$ 1.500, com a Petrobras oferecendo o maior retorno. Vale ressaltar que os dividendos para pessoas físicas são isentos de Imposto de Renda, o que torna esse tipo de investimento atraente para muitos. Mesmo com as variações nos lucros, as quatro empresas continuam sendo opções interessantes para investidores que buscam rendimentos consistentes por meio dos proventos.