A União Europeia apresentou um novo plano para reforçar as capacidades de defesa dos países membros, destacando a urgência gerada pela continuidade do conflito entre Rússia e Ucrânia e a possível diminuição da proteção oferecida pelos Estados Unidos. A Comissão Europeia estima que o plano pode mobilizar até 800 bilhões de euros, com medidas para flexibilizar as rígidas regras orçamentárias da UE e permitir que os países gastem acima do limite estabelecido. A proposta também sugere que os Estados-membros recebam empréstimos garantidos pelo orçamento da UE para ajudar a financiar os investimentos em defesa.
Em meio a um cenário de crescente insegurança, líderes da UE apontam que os países do bloco precisam assumir uma maior responsabilidade pela defesa do continente. A Polônia e os países bálticos já aumentaram seus investimentos em defesa, ultrapassando o limite de 2% do PIB estipulado pela OTAN, enquanto a Alemanha também aprovou um plano massivo de rearmamento. A crise provocada pela invasão da Ucrânia tem pressionado as nações europeias a buscar maior autonomia em segurança, dado o risco de dependerem dos Estados Unidos.
Embora o plano da UE tenha sido recebido com certa urgência, um diplomata apontou que as medidas ainda são insuficientes em relação ao financiamento necessário para garantir a segurança do bloco. A proposta também enfatiza a necessidade de fortalecer a indústria de defesa europeia, além de preparar as forças armadas para enfrentar as ameaças externas, especialmente da Rússia. O debate sobre o aumento da colaboração entre os países membros e o fortalecimento do setor de defesa continua em pauta nas discussões europeias.