Os líderes da União Europeia decidiram apoiar uma iniciativa conjunta para aumentar o orçamento de defesa dos países membros, com o objetivo de reduzir a dependência das forças dos Estados Unidos na proteção do bloco ocidental. A medida foi aprovada por todos os 27 países da UE, que também sancionaram a criação de uma linha de crédito de 150 bilhões de euros para financiar novos projetos de defesa. Para viabilizar esse aumento, as regras fiscais que limitam o endividamento dos países europeus serão flexibilizadas, embora as medidas ainda precisem da aprovação dos parlamentos nacionais.
A reunião foi marcada pela demonstração de apoio à Ucrânia, com os líderes europeus reafirmando o compromisso com a segurança do país em face da guerra contra a Rússia. Além disso, foi discutida a possibilidade de expandir a proteção nuclear da França para toda a Europa, proposta que gerou um otimismo cauteloso entre os chefes de governo. A proposta foi vista com receio pelo Kremlin, que a classificou como uma ameaça direta, enquanto a França, por meio de seu presidente, afirmou que a aliança com os Estados Unidos não pode mais ser dada como garantida no esforço de guerra.
A crescente tensão internacional, especialmente no contexto da guerra na Ucrânia, leva a União Europeia a fortalecer sua autonomia em questões de defesa. A iniciativa visa não só aumentar a capacidade militar do bloco, mas também responder à incerteza sobre o papel dos Estados Unidos na proteção da Europa. O movimento representa um passo importante para que os países europeus se tornem mais independentes na gestão de sua segurança.