A taxa de desemprego no Brasil subiu para 6,8% no trimestre encerrado em fevereiro de 2025, segundo dados do IBGE. O aumento, esperado para o início do ano, reflete a sazonalidade do mercado de trabalho, com o encerramento de contratos temporários e a busca por recolocação profissional. Em comparação com o trimestre até novembro de 2024, quando a taxa estava em 6,1%, houve um crescimento de 10,4% no número de desempregados, totalizando 7,5 milhões de pessoas. Apesar disso, o indicador permanece abaixo dos níveis pré-pandemia e em linha com as projeções do mercado financeiro.
O mercado de trabalho registrou quedas significativas em setores como administração pública, construção e serviços domésticos, influenciadas pelo fim de contratos temporários. Contudo, o emprego formal atingiu um novo recorde, com 39,6 milhões de trabalhadores com carteira assinada, reduzindo a taxa de informalidade para 38,1%. A renda média também alcançou patamar histórico, chegando a R$ 3.378, impulsionada pela saída de trabalhadores informais e pelo reajuste do salário mínimo.
Analistas destacam que, apesar dos sinais de desaceleração econômica em 2025, o mercado de trabalho segue aquecido, com pressão inflacionária persistente. Embora o PIB deva crescer menos este ano, as projeções não indicam um aumento abrupto no desemprego, mantendo-se em níveis relativamente baixos. O cenário sugere uma transição gradual, com o impacto da política monetária ainda sendo monitorado.