O Departamento de Estado dos Estados Unidos notificou o Congresso sobre a dissolução da Agência dos EUA para o Desenvolvimento Internacional (USAID), que será efetivada até 1º de julho. A USAID, uma agência multibilionária responsável por combater a pobreza e a fome globalmente, foi alvo de críticas do governo Trump por má gestão de recursos e financiamento de programas que não atendiam aos interesses nacionais. A reestruturação resultou na demissão de milhares de funcionários e no cancelamento de contratos bilionários, restando menos de 900 empregados até recentemente.
A reorganização, liderada pelo Departamento de Eficiência Governamental (DOGE), visa aumentar a eficiência e o alinhamento estratégico da assistência externa, integrando funções da USAID ao Departamento de Estado. Programas de ajuda humanitária, saúde global e segurança nacional serão mantidos, enquanto outras atividades consideradas redundantes serão eliminadas. Funcionários remanescentes começaram a receber avisos de demissão, e a transição deve ser concluída em três meses.
A decisão gerou resistência interna e ações judiciais, com críticos argumentando que a USAID, apesar de suas falhas, cumpria um papel vital em crises humanitárias e reforçava a influência dos EUA no exterior. Um alto funcionário foi afastado após acusar indicados políticos de prejudicar o trabalho humanitário. A medida reflete a política de austeridade e realinhamento prioritário do governo, mas levanta debates sobre o futuro da assistência internacional norte-americana.