Dezenas de turistas foram impedidos de embarcar em um cruzeiro temático no Porto de Santos após enfrentarem filas de até 15 horas devido a um caso de overbooking. A Polícia Civil investiga o incidente como estelionato, suspeitando que passagens extras tenham sido vendidas além da capacidade do navio. A empresa responsável pelo evento afirmou que a situação “saiu do controle”, mas garantiu ressarcimento integral aos passageiros afetados, além de oferecer hospedagem e alimentação durante o período.
O cruzeiro, fretado por uma empresa de entretenimento, contaria com apresentações de artistas consagrados e tinha destino a Angra dos Reis (RJ). No entanto, o embarque foi marcado por confusão e atrasos, com cerca de 250 pessoas sendo informadas de que não poderiam viajar. A partida do navio, inicialmente prevista para quinta-feira (20), só ocorreu na madrugada de sexta-feira (21) devido aos transtornos. Autoridades locais, incluindo a Polícia Federal e a Guarda Portuária, intervieram para conter o tumulto no terminal.
A operadora do navio destacou que o gerenciamento da lista de passageiros era de responsabilidade exclusiva da empresa organizadora, que assumiu a falha e se comprometeu a indenizar os afetados. Enquanto isso, a investigação policial busca apurar os detalhes do ocorrido e identificar possíveis vítimas. O caso levantou discussões sobre práticas abusivas no setor de turismo e a necessidade de maior regulamentação para evitar situações semelhantes.