O presidente dos Estados Unidos reafirmou publicamente o interesse do país em adquirir o controle da Groenlândia, alegando que a ilha é fundamental para a segurança internacional. Em entrevista a um podcast, ele afirmou que os EUA “precisam” do território, citando sua localização estratégica para monitorar ameaças e sua riqueza em recursos naturais. A declaração ocorreu dois dias antes da visita não oficial do vice-presidente americano à ilha, que incluirá uma parada em uma base militar dos EUA.
A Dinamarca e o governo autônomo da Groenlândia criticaram a postura americana, classificando-a como pressão inaceitável e interferência estrangeira. A primeira-ministra dinamarquesa afirmou que resistirá às tentativas de influência, enquanto o líder groenlandês recusou-se a receber a delegação dos EUA, defendendo a soberania do território. A visita do vice-presidente, sem convite prévio, intensificou as tensões diplomáticas.
A Groenlândia, maior ilha do mundo, tem autonomia política, mas ainda faz parte do Reino da Dinamarca. Seu território, rico em minerais e hidrocarbonetos, é visto como estratégico para os EUA, especialmente em meio à transição energética global. O presidente americano já sugeriu anteriormente a possibilidade de anexação, inclusive por meio de força, levantando preocupações sobre o respeito à soberania e à integridade territorial.