O presidente dos Estados Unidos reiterou seu interesse estratégico na Groenlândia, afirmando que o país “precisa ficar com ela” por questões de segurança internacional. A declaração ocorre dias antes da visita do vice-presidente J.D. Vance à base militar americana no território, uma viagem não oficial que gerou descontentamento entre autoridades groenlandesas e dinamarquesas. A primeira-ministra da Dinamarca classificou a ação como “pressão inaceitável”, enquanto o líder groenlandês a considerou uma interferência estrangeira.
A Groenlândia, território autônomo dinamarquês rico em recursos naturais, já foi alvo de tentativas de compra pelos EUA no passado. Trump justifica o interesse pela localização estratégica da ilha, que poderia fortalecer a defesa americana contra ameaças russas, além de seu potencial mineral e energético. No entanto, a população local rejeita a ideia, com apenas 6% apoiando uma possível anexação, e protestos recentes destacaram o lema “Não estamos à venda”.
Diante das críticas, os EUA limitaram a visita de Vance à base militar de Pituffik, evitando contato com a sociedade groenlandesa. A decisão foi bem recebida pelo governo dinamarquês, que enxergou o gesto como um recuo na postura agressiva inicial. Analistas destacam que, embora a independência da Groenlândia seja discutida, a adesão aos EUA é vista como improvável, reforçando a resistência local a mudanças de soberania.