Donald Trump se vê agora diante de uma força que não pode controlar: a capacidade das pessoas de expressar seu descontentamento e raiva por meio de escolhas de consumo. Recentemente, durante um evento em que posou ao lado de Elon Musk com um Tesla vermelho estacionado na entrada da Casa Branca, Trump fez uma declaração sobre a compra de um dos carros de seu amigo, apesar de não poder dirigir devido a restrições de segurança. Ele justificou sua ação dizendo que queria mostrar que não se deve ser penalizado por ser patriota, aludindo a um clima de hostilidade que, segundo ele, estava sendo direcionado a seus carros.
Ao mesmo tempo, Trump criticou o tratamento recebido por sua figura pública, referindo-se à forma como ele tem sido alvo de críticas e alegações relacionadas ao seu comportamento e suas atitudes. Essa crítica reflete uma crescente insatisfação de várias camadas da população, que se manifesta, entre outras coisas, no poder do consumidor de escolher e boicotar produtos e empresas associadas a ele. O comportamento de Trump, frequentemente marcado por polêmicas e declarações que geram controvérsias, tem sido constantemente exposto à crítica pública.
Com o cenário de crescente rejeição a determinadas atitudes e escolhas, a reação dos consumidores e o poder do mercado têm se mostrado como um desafio significativo para figuras públicas e empresariais. O exemplo de Trump ilustra como as preferências e atitudes do público podem, de maneira impactante, influenciar a dinâmica de poder, ao mesmo tempo em que revela as tensões entre imagem pública e ações privadas, em um contexto em que o consumo se torna uma forma de protesto ou apoio.