Um tribunal da Coreia do Sul decidiu, nesta sexta-feira (7/2), que o ex-presidente do país seja libertado após mais de um mês de prisão. Ele havia sido detido por conta da imposição da lei marcial no ano anterior, o que gerou um processo de impeachment. A decisão do Tribunal do Distrito Central de Seul permitirá que o ex-presidente seja julgado em liberdade enquanto o processo segue. As audiências sobre o impeachment foram concluídas no final de fevereiro, e a corte deve se pronunciar em breve sobre a possível anulação ou confirmação do impeachment.
O tribunal considerou o pedido de liberdade do ex-presidente, uma vez que o prazo legal de detenção expirou logo após a acusação no final de janeiro. Além disso, a corte concluiu que a prisão anterior foi ilegal, pois a agência responsável pela detenção não tem competência para julgar casos criminais relacionados à rebelião. Os investigadores haviam alegado que a imposição da lei marcial configuraria o crime de rebelião, o que poderia resultar em penas severas para o ex-presidente caso fosse condenado.
O ex-presidente foi acusado de tentar executar um golpe de estado, uma manobra que levou ao seu impeachment. A decisão de libertá-lo e a análise do processo de impeachment em curso são marcos importantes para a política sul-coreana, aguardando-se o desfecho do caso que pode ter repercussões significativas para o país. A libertação ocorre em um momento decisivo, e o tribunal deverá definir nos próximos dias a continuidade do processo político.