O Tribunal Constitucional da Coreia do Sul reverteu, nesta segunda-feira, o impeachment do primeiro-ministro, restaurando seu cargo de líder interino. A decisão foi tomada após a aprovação do impeachment por parte da Assembleia Nacional, que ocorreu em dezembro devido a desentendimentos políticos. A decisão do tribunal reflete a avaliação de que as acusações contra o primeiro-ministro não eram suficientemente graves para justificar sua remoção do cargo, além de questionamentos sobre a quórum necessário para a aprovação do impeachment. Apenas um juiz votou a favor do impeachment.
A reinstalação do primeiro-ministro pode fortalecer o apoio a seu governo, embora o caso do presidente, que também sofreu impeachment, ainda não tenha sido decidido pelo tribunal. A possibilidade de uma eleição presidencial dependerá da decisão final sobre o impeachment do presidente, que foi acusado de ações controversas relacionadas à imposição de lei marcial. A situação política na Coreia do Sul tem gerado intensas divisões internas, refletidas em grandes manifestações a favor e contra o presidente.
Em meio a essa crise política, o governo tem enfrentado desafios tanto no cenário interno quanto internacional, incluindo questões diplomáticas e econômicas. O primeiro-ministro interino, que anteriormente exerceu funções diplomáticas, destacou a importância da unidade nacional para enfrentar os desafios econômicos globais, como as políticas comerciais agressivas adotadas por outras nações. O processo também gerou discussões sobre a composição do Tribunal Constitucional, com acusações de que certos membros poderiam estar influenciados politicamente.