O Tribunal Superior de Londres finalizou nesta quinta-feira (13.mar.2025) as alegações do julgamento sobre a responsabilidade de uma mineradora no desastre de Mariana, ocorrido em 2015, quando o rompimento de barragens causou a morte de 19 pessoas. Os juízes agora analisarão a culpabilidade da empresa e, caso seja confirmada, o processo avançará para a fase de cálculo das indenizações, prevista para ocorrer entre outubro de 2026 e março de 2027. As vítimas do desastre pedem indenizações superiores a R$ 260 bilhões, e a ação judicial foi aceita pelo tribunal britânico em julho de 2022.
A mineradora, que é parceira de outra empresa na gestão da barragem, argumenta que já houve esforços para compensar as vítimas no Brasil, onde acordos financeiros e de reparação foram realizados. Em sua defesa, a empresa alega que sempre priorizou a segurança, destacando os investimentos em assistência emergencial e reparação dos danos causados. Ela também observa que, no Brasil, cerca de 432.000 pessoas, empresas e comunidades foram atendidas com compensações, e um acordo de R$ 170 bilhões foi assinado no ano passado para garantir o apoio de longo prazo às vítimas.
Apesar dos acordos no Brasil, a empresa se mantém confiante de que o processo no Reino Unido não é válido, uma vez que considera os acordos com as autoridades brasileiras como suficientes. A expectativa é que, após a decisão sobre a responsabilidade, o caso siga para uma nova etapa, com a necessidade de que cada reclamante prove os danos individuais, o que pode levar a mais de três anos para a resolução definitiva.