O texto relata a evolução do tratamento do HIV, destacando a vida de Diego Kraus, um ator que convive com o vírus e mantém uma rotina normal graças ao acesso gratuito a medicamentos e acompanhamento pelo SUS. Diagnosticado aos 26 anos, Diego enfatiza a falta de educação sexual como um fator que contribuiu para sua infecção e hoje atua como apoio para outras pessoas que enfrentam situações semelhantes. Ele desmistifica o estigma associado ao HIV, reforçando que é possível viver uma vida plena com o tratamento adequado, mas alerta para a persistência da desinformação, especialmente entre jovens.
Dados globais e nacionais mostram que, embora 39,9 milhões de pessoas vivam com HIV no mundo, apenas 30,7 milhões têm acesso à terapia antirretroviral. No Brasil, houve um aumento de 17,2% nas taxas de infecção entre 2020 e 2022, com maior concentração no Sudeste. Especialistas destacam a importância da “Mandala da Prevenção”, que inclui métodos como PrEP, PEP, distribuição de preservativos e testagem regular. A desigualdade social e a falta de acesso à informação são apontadas como barreiras cruciais no combate à epidemia.
Médicos entrevistados reforçam os avanços no SUS, como protocolos atualizados e metas para garantir que 95% das pessoas com HIV sejam diagnosticadas, tratadas e atinjam carga viral indetectável até 2030. No entanto, desafios persistem, como o intervalo entre diagnóstico e início do tratamento e a baixa adesão de grupos vulneráveis, como mulheres trans e profissionais do sexo. A testagem regular e o combate ao preconceito são essenciais para reduzir novas infecções e complicações, evidenciando que, apesar dos progressos, a luta contra o HIV ainda exige conscientização e políticas públicas eficazes.