Um incêndio em uma residência no Rio de Janeiro revela o grave risco do transtorno de acumulação, que afeta principalmente idosos. Durante o salvamento, os bombeiros enfrentaram dificuldades devido ao acúmulo de lixo e objetos no imóvel, que bloqueavam as saídas e comprometiam a segurança. O morador, um idoso, tentou acessar a casa em meio ao fogo, não por preocupações familiares, mas devido à acumulação de itens, como roupas, livros e alimentos, o que dificultava ainda mais o trabalho das autoridades. Além disso, o transtorno de acumulação eleva o risco de incêndios, quedas e outras complicações físicas e sanitárias.
Psicólogos e psiquiatras explicam que a acumulação excessiva pode ser desencadeada por fatores emocionais e psicológicos, como a ansiedade, e está associada a problemas de saúde mental, como o transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) e até demências. Embora o transtorno afete pessoas de todas as idades, ele é mais comum em idosos, que frequentemente se isolam socialmente e acumulam objetos como uma forma de lidar com a solidão. Esse comportamento dificulta a percepção de que a acumulação é prejudicial, e muitos acumuladores não reconhecem que estão enfrentando um problema de saúde mental.
O tratamento para o transtorno de acumulação envolve psicoterapia e apoio social, especialmente da família e amigos, que desempenham um papel crucial na conscientização do problema. Em alguns casos, profissionais de organização, como os personal organizers, podem atuar na organização do ambiente, mas somente com o acompanhamento de psicólogos ou psiquiatras. A conscientização do transtorno e a disposição para buscar ajuda são essenciais para interromper o ciclo de acumulação, que, sem intervenção, pode ser difícil de controlar.