Após diversos recuos e idas e vindas, a questão central já não é até onde podem ir as guerras comerciais, mas até onde elas serão levadas. A promessa de revitalizar a economia dos EUA, especialmente nas regiões industriais, foi um dos pilares da campanha que reconduziu um líder à Casa Branca. Milhões de eleitores, pressionados pelo aumento de preços e custos de vida, apostaram em medidas que, segundo o discurso oficial, trariam prosperidade interna—enquanto o resto do mundo arcaria com as consequências.
Nesta quarta-feira, chamada de “Dia da Liberação” pela equipe governamental, está prevista a imposição de uma série histórica de tarifas sobre produtos estrangeiros. A justificativa é que essas medidas financiariam uma recuperação econômica sem precedentes, embora especialistas alertem para possíveis retaliações e impactos negativos no comércio global. O anúncio reacende o debate sobre protecionismo e seus efeitos em cadeia, tanto para os EUA quanto para seus parceiros comerciais.
O movimento reflete uma estratégia de longo prazo, que prioriza a indústria doméstica em detrimento de relações multilaterais. Enquanto isso, analistas questionam se os ganhos prometidos superarão os custos, incluindo a possível escalada de tensões econômicas. O cenário deixou investidores e governos estrangeiros em alerta, aguardando os próximos passos e seus reflexos na economia global.