O texto discute o crescente distanciamento entre os Estados Unidos e a Europa, destacando que a desconfiança e o desprezo da administração americana em relação aos aliados europeus são agora evidentes. Escândalos recentes, como o “Signalgate”, apenas confirmaram o que muitos já suspeitavam: a fratura transatlântica é estrutural e difícil de reparar. Embora líderes europeus publicamente minimizem a situação, em privado há pouca convicção de que a relação possa ser restaurada ao que era antes.
A Europa ainda mantém a esperança de evitar os cenários mais extremos, como uma guerra comercial total, a retirada das tropas americanas dos países membros da Otan ou até mesmo uma invasão da Groenlândia. No momento, o foco principal está em garantir que, caso os EUA abandonem o apoio a Kyiv, a Europa possa, de forma coletiva, assegurar a soberania e a democracia da Ucrânia. No entanto, há pouca ilusão de que isso possa ser feito em sinergia com Washington ou mesmo com sua aprovação tácita.
O artigo reflete a percepção de que a política externa americana está sendo guiada por um tom mais agressivo e unilateral, deixando os europeus em uma posição delicada. A necessidade de autonomia estratégica da Europa parece mais urgente do que nunca, mas a capacidade de agir de forma independente dos EUA ainda é um desafio a ser superado.