Larissa Azevedo Pinheiro, uma dentista de 28 anos, foi morta durante um tiroteio ocorrido na Avenida Paralela, em Salvador, no dia 22 de março. Ela estava a caminho do trabalho em um mototáxi quando se viu no meio de uma perseguição policial entre agentes e suspeitos. Larissa foi atingida por disparos e, apesar de ser socorrida e internada, não resistiu aos ferimentos. Além dela, outras três pessoas ficaram feridas, incluindo um assessor parlamentar e dois suspeitos. A ação policial foi parte de um confronto envolvendo uma facção criminosa na região.
A família de Larissa decidiu, após sua morte, realizar a doação de seus órgãos, em um gesto de solidariedade que foi compartilhado publicamente por sua irmã. A decisão de doar órgãos foi anunciada no dia seguinte à morte de Larissa e gerou uma onda de apoio e agradecimento, especialmente por parte das 483 pessoas que realizaram doações de sangue em nome dela. O corpo da dentista será sepultado em Itamari, município a cerca de 320 km de Salvador, em um enterro com o pedido de que todos usem roupas brancas como símbolo de paz.
A perseguição policial que levou à morte de Larissa começou quando a Polícia Militar identificou um carro com placa clonada. Durante a troca de tiros, um dos suspeitos foi morto, e outros dois ficaram feridos. A PM investiga a participação dos suspeitos em crimes anteriores, incluindo o assassinato de um homem em Lauro de Freitas. A troca de tiros foi registrada por motoristas que passavam pela avenida, e a polícia segue em busca dos suspeitos restantes.