A Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) deve definir na próxima semana o teto de reajuste para os preços de remédios em 2025, com projeção de até 5,06%. O índice, calculado com base em critérios como inflação e custos de produção, serve como limite máximo para ajustes no setor farmacêutico. No entanto, o aumento não é automático, e o Sindusfarma estima que o reajuste médio ficará em torno de 3,48%, o menor patamar desde 2018, devido à concorrência entre farmácias e estoques existentes.
A CMED, composta por representantes de ministérios e da Anvisa, regula os preços dos medicamentos no Brasil, garantindo que não haja aumentos abusivos. As farmacêuticas podem ajustar seus preços a partir da publicação no Diário Oficial da União, mas o impacto ao consumidor pode demorar meses ou nem ocorrer, dependendo das estratégias comerciais e da reposição de estoques. A Anvisa reforça que denúncias de descumprimento do teto podem ser feitas por meio de um formulário digital.
O Sindusfarma alerta que o reajuste médio mais baixo em sete anos pode reduzir investimentos em pesquisa, desenvolvimento e expansão da indústria farmacêutica nacional. A entidade destaca a importância do equilíbrio entre proteger o consumidor e manter a sustentabilidade do setor, que enfrenta pressões inflacionárias e custos de produção.