Um terremoto de magnitude 7,7 atingiu Mianmar na sexta-feira (28), causando destruição generalizada e elevando o número de vítimas para mais de 1.644 mortes confirmadas, com estimativas do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) sugerindo que o total pode ultrapassar dez mil. Os danos econômicos são tão graves que podem superar toda a produção anual do país, agravando a crise em meio a cortes de energia e hospitais superlotados. Equipes de resgate internacionais, incluindo da China, Índia e Rússia, começaram a chegar para auxiliar nas buscas por sobreviventes, enquanto a população enfrenta falta de luz e abrigo.
O tremor, que também foi sentido na Tailândia e na China, provocou cenas de caos, como o desabamento de um arranha-céu em construção em Bangkok, onde onze pessoas morreram e dezenas seguem desaparecidas. Em Mianmar, cidades como Mandalay e a capital Naypitaw registraram colapsos em residências e templos, deixando milhares desabrigados. Com hospitais incapazes de atender a demanda, feridos são tratados ao ar livre, e o governo militar pediu doações de sangue para as áreas mais afetadas.
Além dos danos imediatos, especialistas alertam para riscos como a liquefação do solo, que pode ampliar a devastação. Enquanto famílias aguardam notícias de entes desaparecidos, como a sobrinha de uma moradora entrevistada, a prioridade segue sendo resgatar sobreviventes sob os escombros. A tragédia expõe a vulnerabilidade da região a desastres naturais e a necessidade de cooperação internacional para mitigar suas consequências.